domingo, 18 de dezembro de 2011

Monte Alegre -



Ficam para trás os mangues e as praias de Aracaju , em poucos minutos não temos mais a brisa litorânea nem o cheiro do mar. No caminho, já foi dito que sempre existem algumas pedras, no nosso uma serra inteira , a de Itabaiana, mas ela não oferece resistência, só beleza. Um pouco mais a frente, repousa em descanso merecido a capital do sertão , mas Glória desta vez é só passagem e não nosso destino final. Após passar por diferentes regiões e formações Geográficas do Estado chegamos a Monte Alegre, que de monte não tem nada , a não ser o nome. Na verdade a cidade fica numa planície campestre.
Em 2011 esta seria a Última festa no interior para nós , não poderia ter feito melhor o destino em nos reservar esta cidade para fecharmos o ano com chave de ouro. Como são bonitas as mulheres de nosso sertão. Me contentaria apenas com um olhar ou sorriso , mas elas nos deram muita mais do que isso, para uns muito mais mesmo, que o diga o velho Monza, que com essa festa eliminou mais uma cidade desconhecida do seu mapa e também ganhou mais algumas manchas em seus bancos.
Para muitos a imagem que se tem do Sertão é a da seca, para nós é o oposto. É a de um oásis. Como camelos sedentos, em fartos goles, saciamos nossa sede e desfrutamos do local para depois partir abastecidos por nossas andanças ora por campos férteis, outras vezes por alguns desertos. Não foi miragem ou vertigem , no máximo pode ter sido o efeito da cachaça, o litro de vodca foi pouco para as duas horas de viagem e o efeito logo passa. Na festa, aos poucos reavendo os sentidos, me deparo rodeado por loiras e morenas estonteantes , me embriago novamente, desta vez de beleza , reparo em seus olhares furtivos , quando apanhados fingindo indiferença , flertes fatais. Para falar a verdade não estava a espera de uma oportunidade , queria todas elas.
A uma delas, no entanto, me rendi. Não tive como não ceder a sua entrega e graça. E no pouco tempo que passamos juntos, tive a sensação que a noite para mim já poderia acabar, a viagem já tinha valido a pena. Como passam rápido as horas quando se está bêbado e contente. Tenho a certeza de que meus amigos que lá estiveram nessa festa compartilham da mesma opinião , todos encontraram o carinho monte alegrenses nesta noite, que pareceu mais curta que muitas outras. Nesse dia bem que o sol poderia esperar um pouquinho mais para nascer, mas pontualmente ele ameaça surgir no céu , aos pouco o vazio e o silêncio começam a tomar conta da praça, é chegada nossa hora de partir. No caminho até o carro, os resquicios da festa. Garrafas e latas de bebida espalhadas pelo chão , bêbados nas calçadas ou tropeçando pelas esquinas na volta para casa , garotas já descalças segurando o sapato que em nome da vaidade as castigaram durante toda a noite , e em meio a tudo isso nós ainda tentando com o mesmo ímpeto inicial fazer mais algumas vítima. Partimos com a certeza que fomos felizes em Monte Alegre.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os caminhos levam a... Brejo Grande





Mais uma vez partimos de Aracaju rumo a uma nova festa, dessa vez na cidade de Brejo Grande. Quando digo nova é porque é nova mesmo, inédita. Essa tem sido a tônica das nossas viagens ultimamente: evitar repetir o destino. Tudo porque o amigo Dudu não vê a hora de comemorar o que, talvez, seja o grande objetivo de sua existência até aqui: festejar nos 75 municípios sergipanos. E lá fomos nós.

Depois de percorridos quase 140 km de estrada, em aproximadamente duas horas de viagem em direção ao litoral norte, fomos bater no limite da faixa litorânea. Brejo Grande é dono de uma das paisagens mais bonitas do estado. É lá que, depois de intermináveis quilômetros de curso, descansa o Velho Chico. Pena que, a noite, nada podemos desfrutar dessas belezas naturais. Então falemos da festa.

Chegamos à praça dos shows por volta das 22 horas. O clima era de desconfiança: havia pouco tempo, tínhamos visitado uma cidade vizinha que não nos agradara muito. Mas como quem ta na chuva tem que se molhar, estufamos o peito, erguemos a cabeça e encaramos o desafio. Ah! Se todos os desafios fossem assim...

O começo das festas é quase sempre estranho e dessa vez foi um pouco mais. Incrivelmente passamos as duas horas de viagem sem colocar uma gota de álcool na boca. Chegamos “de cara” como se diz na gíria. Isso foi muito estranho, exceto pro motorista. Por isso, assim que chegamos tratamos de dar início aos trabalhos. Dudu e Pedro na cerveja; eu, Marcelo e Ricardo na vodka. Só assim, enchendo a cara, pra começar a enxergar alguma ordem naquele lugar. Praça e ruas lotadas, um verdadeiro amontoado de pessoas. Não posso dizer que o espaço era pequeno, mas já estivemos em locais maiores. Até que a vodka barata começasse a fazer algum efeito, sofri naquele ambiente.

Logo comecei a me animar. A cada gole, um pedaço da timidez ia embora. Passei a olhar em volta com mais atenção e via o que queria ver. Com certa dose de boa vontade pode-se dizer que Brejo Grande tem suas beldades. A festa só não foi melhor porque até certo momento as brejeiras pareciam se divertir na velha arte feminina de dar corda e depois cortá-la. Marcelo não me deixa mentir. Depois de receber um elogio de uma delas, tentou mostrar as garras, mas o bote não foi bem sucedido. Paciência!

Desistir em Brejo Grande não parecia ser a atitude mais inteligente. Enquanto Pedro e Marcelo insistiam incansáveis em suas investidas; eu, Dudu e Ricardo ficávamos na contenção, só observando, até que paramos em local estratégico. A velha posição das barracas de capeta salvou minha noite e acredito que a de meus amigos também. É sempre aí que ficam as meninas mais bonitas. Já estava “alto” quando cedi aos encantos das caiçaras brejo grandenses. Nesse momento, parei de reparar nos movimentos dos companheiros para tentar me dar bem. Não foi fácil, mas também não demorou.

Foram dois foras seguidos, daqueles em que a mulher quase não olha pra você. Eram bonitas, mas não me deram a menor chance. Acredito que se estivesse em uma cidade mais próxima de Aracaju, teria desanimado. Mas eu sabia que depois de uma viagem daquela não podia desistir. Além do mais, fazia algum tempo que não ia pruma festa, estava sedento.

Na terceira, o “papo” encaixou. Pra ser sincero, antes de chegar nas duas anteriores, já havia reparado nela. Acho que de modo inconsciente procurei aquecer antes de tentar algo decisivo. Fazia o meu tipo. Mulata; alta, para os padrões da mulher nordestina; rosto meigo, delicado; um corpo lindo. Não resisti. Saímos da festa e só nos despedimos quando o dia clareou. Lembro de ter visto o amigo Dudu com uma loirinha de outros forrós. Ele parecia ter gostado da festa, os outros nem tanto.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Calanga de Pedro



Na natureza existe muita coisa que nos surpreende
Só lendo muito Darwin, quem sabe assim um dia a gente entende
Deus criou sua obra de maneira quase perfeita
Como pode uma pequena semente dá tão vistosas colheitas

Olha só a larva, se transformar num linda borboleta
Um dia ainda vejo uma vaca dando leite achocolatado de sua teta
E o canguru foi pioneiro a lançar moda, ao usar bolsa de couro
o bicho foi a inspiração das mulheres, do homem foi o touro

Mas nada causou tanto espanto, como o que vi em São Miguel do Aleixo
Por um momento fiquei perplexo , o mundo parecia fora do eixo
A história é longa , aqui vou contar só um trecho
O susto foi tão grande que depois rezei até o terço

Quando gente acha que ja viu de tudo,a natureza revela uma carta na manga
No aleixo foi a primeira vez que eu vi uma gata se transformar numa calanga
O bicho era feio, atacou um do nosso grupo , tava subindo pelas paredes
O resgatamos , mas a calanga reclamou, nao tinha saciado sua sede

Corridos, antes do dia amanhecer fomos embora da cidade
Ainda me pergunto se o que vi foi verdade
Lá não volto, quem gosta de buraco é tatu
Se é pra ver coisa estranha, prefiro a mistura da Arara com o Caju.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um novo lugar




Em mais uma noite de sábado, Aracaju minha bela, novamente te deixo. Em minha jornada errante, desta vez em direção ao agreste vou para as bandas do Aleixo .Visitar a Pedra da Sereia ,me banhar nas águas do rio salgado , vagar por ruas sem destino ou endereço. Mas ao final de tudo, para ti volto Aracaju, será sempre esse o desfecho.

Confesso meu amor por ti , mas não nego minha paixão por todo o Estado.Quero ao menos uma noite em cada cidade , conhecer Sergipe de cabo a rabo. Pela janela do carro quero sentir o cheiro de cada lugar. É algo  marcante mesmo que no solo eu não pise. O perfume da cana de Riachuelo, em Itaporanga do Café da Maratá e em Socorro dos Biscoitos Fabise.

Em Geru, vi de perto o carro de boi  com o ranger de suas rodas. Já visitei Tobias Barreto, cidade da costura, onde toda moça borda. Também estive em  Boquim , a terra da laranja , e muitas vezes fui a cidade do Barão , velha Maruim . E como é linda Própriá, às margens do rio São Francisco. Dele tu é princesinha, mas em meu coração é muito mais do que isso. No interior reina soberana , é como se fosse rainha.

Subindo pelo mapa chego a Ilha das Flores, no entanto, confesso que jardins mais bonitos já visitei. Não esqueço Poço Redondo , como é boa a terra do Frei. Passando por Monte Alegre, está Canindé , maravilha de cidade , é longe, mas para lá eu iria até a pé. Sem estância certa, vamos para região sul , lá tem belas praias comparáveis com as de Pirambu. E assim seguimos em frente, não temos medo de chão. Umbaúba é ali perto depois vem logo Riachão.

E assim, pouco a pouco, riscamos do mapa o desconhecido. Até que não reste uma festa que não fomos, em um só município. E o final disto tudo não significa um ponto final , mas um novo principio. Afinal,mesmo que se repitam os roteiros, cada dia oferece  histórias diferentes. Lembranças que por um bom tempo povoam nossa mente. Até chegar um novo final de semana para as memórias antigas substituir , nem adianta , não vou ficar em casa , desculpa Aracaju, mais uma vez tenho que partir.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma Cidade Frígida



Era a primeira vez que íamos até Carira. No carro, além de bebidas , levávamos muitas expectativas, afinal todo mundo falava bem do lugar. A cidade não chama muito a atenção. É uma típica cidadezinha do interior sergipano, ruas estreitas com casas coloridas, sem muros, coladas parede com parede, se estendendo assim até as esquinas.
No meio da cidade, uma pracinha com bancos de concreto e algumas arvores.Parece que contrataram o mesmo urbanista para quase todos municípios de Sergipe. As bebidas terminaram mesmo antes de chegarmos até Carira. Restavam ainda as expectativas, que não demoraram muito a se esgotarem.
Ruas vazias e um silêncio preocupante. A única coisa que denunciava que teria festa, era que vez ou outra encontrávamos algumas pessoas mais bem vestidas. É verdade que chegamos cedo, por volta das 22 horas , mas não era comum aquela calmaria toda. Na praça de eventos encontramos a desilusão.
Alguns grupinhos de pessoas aqui, outros acolá, se espalhavam pelo local, que tinha um formato meio incomum. Uma escadaria leva até a parte de baixo ,onde fica o palco e a maior parte da praça de eventos. Na parte de cima, ficavam as barracas de bebidas e trecho estreitos da praça, margeando o palco. Para completar, ainda colocaram alguns corrimões, onde as pessoas ficavam encostadas e inertes observando o vazio abaixo.
Com o passar das horas, a situação foi melhorando um pouco, foi chegando a mulherada, são até bonitas. Mas nada de encher os olhos e nem a festa. A frieza do lugar se traduz também nas mulheres, ou vice-versa , isso deve ser algo indissociável . Olhares sequiosos, prenunciando a recusa. Vai entender... Beijos quando dados, sem ardor , sem desejo. Quando a festa acabou, a única coisa que mudou foi que a banda parou de tocar. O clima continuo o mesmo, ou seja , total apatia. Nesse dia experimentamos um sentimento novo com o final de uma festa : O de alivio. Finalmente voltaríamos para casa.

domingo, 20 de novembro de 2011

Os Barões de Maruim



Tem um ditado que diz que às vezes o que procuramos está mais perto do que a gente imagina. Foi assim nesse sábado em que fomos a Maruim, cidade vizinha a Aracaju. As opções eram poucas, mas tentadoras. Show no Gonzagão ,podia ser uma boa, afinal não precisaríamos pegar estrada e ainda as garotas seriam daqui mesmo, o que facilita revê-las. Mas para quem está acostumado com a estrada, parece ficar faltando alguma coisa quando não a desafiamos. Tinha também festa em Ribeiropólis, apesar da ultima experiência não ter sido das melhores, a beleza das mulheres de lá é algo tentador. Parte do pessoal sucumbiu a tentação e foi para lá, quase não resistimos também, mas analisando friamente bem os prós e contras não era hora ainda de regressar a Ribeiropólis.
De todas as alternativas, escolhemos a que parecia mais improvável. Mas para nós, já experientes em festas, sabíamos que poderia dar certo, afinal invariavelmente as melhores coisas acontecem quando a gente menos espera. E assim saímos despretensiosamente para Maruim, uma viagem incomum, pouca gente no carro, e ao invés de vodcas , Pitu ou algum outro tipo de cachaça, levamos dois litros de vinho e um licor de Umbucajá. As bebidas foram o prenuncio de uma noite realmente doce.
Num primeiro olhar, fica difícil achar beleza arquitetônica na cidade, mas aos poucos é possível perceber que aqueles prédios com traços antigos e paredes escuras carregam consigo grande riqueza histórica. Sob os paralelepípedos das ruas, em alguns trechos ainda estão as pedras coloniais dos tempos da escravatura, que insistem em surgir com o passar dos anos. No povo, os traços mestiços, não escondem a heterogeneidade de raças que ali colonizaram a cidade .
Numa rua dessas, misto de paralelepípedos e pedras coloniais, estacionamos o carro em frente a uma casa onde eram vendidas antigas lavanderias de concreto.Parecia uma viagem no tempo, onde o não tão antigo, mas já velhinho Monza também compunha esse cenário. Embriagados, assistíamos o ir e vir das mulheres em direção a festa enquanto acabávamos a ultima garrafa de bebida.
Em Maruim a festa tem uma característica particular. O palco fica na descida de uma ladeira, mas pensando positivo, para baixo todo Santo ajuda. E assim fomos em nossa habitual ronda, selecionando nossos alvos, como em nosso grupo tem atirador rápido não demorou muito para abaterem algumas presas.
Nosso amigo Gabriel foi o primeiro. Dudu logo começou a chamar as garotas para dançar. Como não sei dançar, aprimorei outros pontos que acabam compensando essa minha falta de habilidade. Os principais são a paciência e a atenção. Em umas das minhas escaladas pela ladeira, vejo um olhar furtivo,desaparecer em meio a tantos rostos. Mas aquele chamou minha atenção , a sua dona era de uma beleza encantadora. Cabelos negros e lisos , descendo pelos ombros , vez o outro cobrindo seu rosto ao capricho do vento ,contrastando com a pele alva. No rosto um sorriso ao mesmo tempo tímido e convidativo. Tentando articular palavras em meio a embriaguez não sabia nem o que falar quando fui até ela , conduzido como que por hipnose , ela achou graça do meu jeito sem jeito e no primeiro momento foi só isso.
Depois saiu perto de mim, mas com um sinal pediu para esperar. E na minha tola certeza, ela não ia voltar. Mas da mesma forma como resolvemos contrariar quase tudo neste final de semana, resolvi esperar. E mais uma vez valeu a pena. Com um olhar perdido ela volta, como a procurar algo, não tive dúvidas e a ajudei a achar, desta vez acabou em meus braços, para mim a festa já podia acabar.
Já com o dia amanhecendo encontro Gabriel do jeito que ele mais gosta. Bebendo cerveja e agarrado com uma gostosa. Agora só faltava achar Dudu. Quando chego no carro , o vejo cercado por um monte de mulher e para completar, a dele era galega de olho verde oriunda de sua terra preferida, a bonita Canindé. Nesse dia até chegamos cedo em casa, antes das seis, o que é bastante incomum. Bons ventos esses que nos levaram até Maruim.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

RIbeiropólis, você é assim porque é linda ou é linda porque é assim ?

Loiras, Morenas, Ruivas ... esbeltas , a beleza feminina encontrou nesta terra um lugar para repousar. Vestido curto, salto alto,maquiagem, toda vaidade que deve ser inerente a uma mulher. Por onde passam deixam seu perfume , não reclamaria se fosse esse o aroma de meu suspiro final. No olhar aquele desdém costumereiro de quem sabe que está por cima, as fazem ainda mais unicas , afinal de que vale aquilo que está ao alcance de todos. E fico a me perguntar porque será que a beleza intimida, deveria ser o contrário, a feiura que deveria assustar.

E se uma delas olha para mim, não acredito, deve ser para outra pessoa.Entre tantas curvas o risco é maior de cair numa ribanceira. E mesmo não tendo um saldo dos mais positivos, não da para afirmar , como em outras cidades, aqui não volto mais. Vale a pena conferir o espetáculo de tantas beldades cruzando as ruas da cidade, em direção a Praça de Eventos.Sentado numa mesa de bar, observando tal cena, em meio a garrafas de cervejas vazia, penso enquanto bebo uma dose de vodca barata. Deus, porque o senhor não caprichou assim nos outros 74 municipios de Sergipe. Ele deve ter suas razões. Vale a pena lembrar que a festa da padroeira da cidade é a do Sagrado Coração de Jesus, então ele deve ter guardado um lugar especial no lado esquerdo do peito para essa cidade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nem o Jegue escapou

Parecia castigo, chuva de Aracaju até Itabi
voando pelos quebra molas, vendo coisas que nunca vi
lamento por chuva no sertão, vinho com gosto de vinagre
pegar gatinha nesse dia só sendo com milagre

São Pedro, depois de mandar tanta água, deu uma força pra seu xará
Só Pedro pegando gatinha, se não visse, nao iria acreditar
Dudu mais uma vez sumiu, daquele jeito que ninguém percebe
quando fomos descobri, oí lá ele montado no jegue

Sujeito iconoclasta , não respeita nem o símbolo da cidade
e olhe que o jegue era novo, tava ainda na puberdade
Gabriel, rapaz discreto, mas sempre fazendo estrago
Numa mão sempre um copo, a outra a procura de um belo rabo

Na volta, a 160 km/ teve até cachorro atropelado
habitual mesmo, só Pedro, dormindo do lado
A mim e Carlos, a festa teve algo em comum
enquanto os outros cheirava as nega, a gente cheirava um pum