terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os caminhos levam a... Brejo Grande





Mais uma vez partimos de Aracaju rumo a uma nova festa, dessa vez na cidade de Brejo Grande. Quando digo nova é porque é nova mesmo, inédita. Essa tem sido a tônica das nossas viagens ultimamente: evitar repetir o destino. Tudo porque o amigo Dudu não vê a hora de comemorar o que, talvez, seja o grande objetivo de sua existência até aqui: festejar nos 75 municípios sergipanos. E lá fomos nós.

Depois de percorridos quase 140 km de estrada, em aproximadamente duas horas de viagem em direção ao litoral norte, fomos bater no limite da faixa litorânea. Brejo Grande é dono de uma das paisagens mais bonitas do estado. É lá que, depois de intermináveis quilômetros de curso, descansa o Velho Chico. Pena que, a noite, nada podemos desfrutar dessas belezas naturais. Então falemos da festa.

Chegamos à praça dos shows por volta das 22 horas. O clima era de desconfiança: havia pouco tempo, tínhamos visitado uma cidade vizinha que não nos agradara muito. Mas como quem ta na chuva tem que se molhar, estufamos o peito, erguemos a cabeça e encaramos o desafio. Ah! Se todos os desafios fossem assim...

O começo das festas é quase sempre estranho e dessa vez foi um pouco mais. Incrivelmente passamos as duas horas de viagem sem colocar uma gota de álcool na boca. Chegamos “de cara” como se diz na gíria. Isso foi muito estranho, exceto pro motorista. Por isso, assim que chegamos tratamos de dar início aos trabalhos. Dudu e Pedro na cerveja; eu, Marcelo e Ricardo na vodka. Só assim, enchendo a cara, pra começar a enxergar alguma ordem naquele lugar. Praça e ruas lotadas, um verdadeiro amontoado de pessoas. Não posso dizer que o espaço era pequeno, mas já estivemos em locais maiores. Até que a vodka barata começasse a fazer algum efeito, sofri naquele ambiente.

Logo comecei a me animar. A cada gole, um pedaço da timidez ia embora. Passei a olhar em volta com mais atenção e via o que queria ver. Com certa dose de boa vontade pode-se dizer que Brejo Grande tem suas beldades. A festa só não foi melhor porque até certo momento as brejeiras pareciam se divertir na velha arte feminina de dar corda e depois cortá-la. Marcelo não me deixa mentir. Depois de receber um elogio de uma delas, tentou mostrar as garras, mas o bote não foi bem sucedido. Paciência!

Desistir em Brejo Grande não parecia ser a atitude mais inteligente. Enquanto Pedro e Marcelo insistiam incansáveis em suas investidas; eu, Dudu e Ricardo ficávamos na contenção, só observando, até que paramos em local estratégico. A velha posição das barracas de capeta salvou minha noite e acredito que a de meus amigos também. É sempre aí que ficam as meninas mais bonitas. Já estava “alto” quando cedi aos encantos das caiçaras brejo grandenses. Nesse momento, parei de reparar nos movimentos dos companheiros para tentar me dar bem. Não foi fácil, mas também não demorou.

Foram dois foras seguidos, daqueles em que a mulher quase não olha pra você. Eram bonitas, mas não me deram a menor chance. Acredito que se estivesse em uma cidade mais próxima de Aracaju, teria desanimado. Mas eu sabia que depois de uma viagem daquela não podia desistir. Além do mais, fazia algum tempo que não ia pruma festa, estava sedento.

Na terceira, o “papo” encaixou. Pra ser sincero, antes de chegar nas duas anteriores, já havia reparado nela. Acho que de modo inconsciente procurei aquecer antes de tentar algo decisivo. Fazia o meu tipo. Mulata; alta, para os padrões da mulher nordestina; rosto meigo, delicado; um corpo lindo. Não resisti. Saímos da festa e só nos despedimos quando o dia clareou. Lembro de ter visto o amigo Dudu com uma loirinha de outros forrós. Ele parecia ter gostado da festa, os outros nem tanto.

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