quinta-feira, 10 de junho de 2021

Estrada Simão Dias

 


 

O tempo espalha folhas mortas pelos campos
Traz ao verde nódoas de marrom
Adentra por janelas entre silêncios e quase sons
Invade e se distancia

O Vento;
Percorrendo amplitudes  
Entre sopros e calmaria  
Por primaveras, entra outonos  
 

A vida, em vicissitudes
Encerra e surge
Por sementes

E pétalas em abandonos  

Que repousam no vazio como se em espera

Dos jardins sem donos 


Onde se encerra o agora

Modificando  cores
Revisitando horas
Transpondo o que não se altera

No desfolhar dos dias
Descolorindo
Repousa e silencia
Morre e nasce findo