Histórias de um bando de malucos que rodam por todo Sergipe e Estados vizinhos atrás de lá se sabe o quê.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Pré-Caju, umas festa de todos e de tolos
Hoje a festa é do branco, do preto, do rico e do pobre... é de toda a população. Todos "juntos" na avenida separados "somente" por um cordão. " O Pré-Caju gera emprego, atrai turistas, garante uma renda extra e quem crítica nunca tem razão". Mas enquanto os Zés das Barracas ganham uns trocados um só ganha mais de milhão.
E os ciclistas, pedestres e toda população que por semanas tem cerceado seu direito de ir e Vir? " Deixa de ser chato, esquece essa constituição, o povo quer saber mesmo é do direito de rir e se divertir". Então vamos todos em uníssono entoar músicas de Claudia Leite, Harmonia do Samba e do Bailão do Robsão. Segurar com orgulho e desfilar nossos abadás pela avenida, olha só como é perfeita minha vida, como sou 'feliz' rebolando a bundinha até o chão.
Mas e quem mora na 13 e imediações e quer somente dormir e com tanto barulho não consegue ? Ué, chama a policia, som alto não é contravenção ? Mas eles estão lá fazendo a segurança e insegurança do folião.
"Ahh! Esquece essa conversa de violência, isso tudo é invenção. Até parece que vocês não sabem que o cassetete come é lá do outro lado do cordão".
Como diz a cantora: "Eu quero mais é beijar na boca e ser feliz". Mas no outro dia quando acordo logo ligo para um amigo mais sóbrio e pergunto: Fulano(a), Você lembra de ontem, o que realmente eu fiz ?
domingo, 19 de janeiro de 2014
Macambira
Na noite deste 18 de janeiro, por coincidência do destino, a estreia do Sergipe na Copa do Nordeste foi contra seu maior rival, o Confiança. O jogo foi realizado na cidade de Itabaiana. Coincidência também o fato de que nesta mesma data teve festa em Macambira, cidade vizinha à terra da cebola. Então era saindo do jogo e se mandando para festa.
O clima antes do inicio da partida era um pouco intimidador, os marginais da trovão Azul tocaram o terror na entrada do Estádio, mas o forte policiamento não demorou a reprimi-los e para aumentar o desgosto deles,voltaram para casa com uma derrota retumbante. O Gipão meteu dois gol e selou uma ótima vitória sobre a equipe azulina com um placar de 2x1. A noite já tinha começado bem. Agora era pegar a estrada e aproveitar o resto da madrugada. Antes uma parada numa lanchonete, um X-burguer, e partimos para festa. No carro apenas Dudu, eu, Gabriel e Alisson.
Em Macambira o clima era de muita animação. As ruas estavam tomadas, e para minha surpresa Macambira parecia muito mais bonita em relação a ultima vez que tinha estado lá. Vai ver foi porque desta vez eu estava de cara limpa, sem beber nada. Nesta noite não embarquei na viagem etílica de meus amigos e confesso que a bebida não me fez muita falta. As garotas também não deixavam a desejar.
Alguns olhares aqui, outros acolá, um pouco de receio, outras vezes um pouco de coragem logo seguida de alguns foras aqui , outros acolá, quem vai entender as mulheres... Pela manhã, orgulhoso de minha sobriedade, sou convocado a dirigir o Monza velho de guerra na volta para casa. Estrada tranquila no amanhecer, longas retas no agreste e já chegando em Aracaju, algumas curvas bastante sinuosas, o motor responde bem quando a pista oferece um vasto horizonte pela frente, no entanto, reclama muito com as lombadas, radares e curvas de baixa velocidade.
Um pouco antes das sete da manhã chegamos à Aracaju. Cansados, é verdade, mas prontos e dispostos para outra.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Felicidade comprada
Vamos brindar esta sua bebida importada, tua pele clara, e toda essa alegria que é comprada. O teu nojo àquilo que não se parece com você, os restaurantes caros, carros do ano, a mentira na sua cara maquiada.
A sua indiferença a quem te serve, porque para você quem não tem dinheiro não serve para nada. O regozijo com a esmola ofertada, esta compaixão comprada com moedas porcas e tão parcas.
Vamos engolir toda esta desfaçatez de vez em quando e de quando em vez, o medo em ruas de tez negra, de rostos pardos, todo preconceito que é negado e velado.
E protestar da boca pra fora contra a situação do país, criticar os políticos corruptos, as desigualdades e injustiças, mas a verdade é que neste país de terceiro mundo em primeiro estão vocês.
Então é mais um final de semana no shopping. E lá se indignam verdadeiramente com a fila do cinema, com o preço da pipoca, do estacionamento, com as lojas que trazem coleções passadas, porque qualquer merda é absurdo contra aqueles a quem o mundo sempre diz SIM.
A sua indiferença a quem te serve, porque para você quem não tem dinheiro não serve para nada. O regozijo com a esmola ofertada, esta compaixão comprada com moedas porcas e tão parcas.
Vamos engolir toda esta desfaçatez de vez em quando e de quando em vez, o medo em ruas de tez negra, de rostos pardos, todo preconceito que é negado e velado.
E protestar da boca pra fora contra a situação do país, criticar os políticos corruptos, as desigualdades e injustiças, mas a verdade é que neste país de terceiro mundo em primeiro estão vocês.
Então é mais um final de semana no shopping. E lá se indignam verdadeiramente com a fila do cinema, com o preço da pipoca, do estacionamento, com as lojas que trazem coleções passadas, porque qualquer merda é absurdo contra aqueles a quem o mundo sempre diz SIM.
Assinar:
Comentários (Atom)
-
Parecia castigo, chuva de Aracaju até Itabi voando pelos quebra molas, vendo coisas que nunca vi lamento por chuva no sertão, vinho com gost...
-
Canta este trinado repicado, quebra o silêncio da morte da noite e desafia o nascer do dia. Tu és fibra lado a lado, é surdina, coragem...
-
Já próximo do final de um longa reta na Avenida Rio de Janeiro vejo que o sinal ficou amarelo, acelero numa tentativa inútil de chegar a...