Após meses longe das estradas sergipanas, enfim, novamente
voltamos ao interior com direção ao Sertão. Parada no posto e na loja de conveniências:
Primeiro para abastecer o carro de gasolina e depois a gente de álcool . Os
olhos visitavam garrafas de Uísque nas prateleiras, Vodkas importadas, mas ao
final levamos ao caixa, para variar, uma “boa” e velha Vodka Slova no valor de sete
reais e duas caixas de suco de laranja para abrandar o sabor e efeito do álcool.
Desafiando a Lei Seca, a seca e Morfeu saímos do
posto e pegamos nosso rumo mais uma vez no Monza, que mesmo estando mais rodado do que o pião da casa própria, ainda é um carro confiável e oferece algum conforto, particularmente desta vez
estava bem aprazivel no banco de trás onde eu ia sozinho, já que apenas os três últimos moicanose resistiram e
continuam a navegar nesta nave da vadiagem.
Há quem pense que os caminhões e perigos da estrada são os maiores desafios para nós, viajantes da noite.Mas não, não são... existem outros obstáculos que são tão ou mais cruéis e devastadores, que o diga nosso amigo Batatinha, que sucumbiu ao pior deles. Ah!!! o amor.
Placas e mais placas pelo caminho. “Seja bem vindo”- seguido logo de um “Volte sempre”. Na beira da pista alguns animais, almas vagantes aqui e acolá na penumbra e quebra molas próximos a entrada de alguma cidade. Já estava com saudades deste cenário.
Há quem pense que os caminhões e perigos da estrada são os maiores desafios para nós, viajantes da noite.Mas não, não são... existem outros obstáculos que são tão ou mais cruéis e devastadores, que o diga nosso amigo Batatinha, que sucumbiu ao pior deles. Ah!!! o amor.
Placas e mais placas pelo caminho. “Seja bem vindo”- seguido logo de um “Volte sempre”. Na beira da pista alguns animais, almas vagantes aqui e acolá na penumbra e quebra molas próximos a entrada de alguma cidade. Já estava com saudades deste cenário.
Itabaiana, Ribeiropólis, Aparecida e finalmente Glória. Deixamos o carro em sua parada habitual. Em frente à OSAF. Mas desta vez, era a cidade toda que estava em clima de velório. Pouca gente pelas ruas, pior ainda, não se via o vai e vem costumeiro dos carros e vans em direção a festa. Decidimos esperar um pouco e enquanto isso acabávamos com a bebida que ainda restava.
Como nada mudou, nem parecia que ia mudar e como
quem ta na chuva é pra se molhar, decidimos comprar o ingresso e entrar na
festa. O vazio preenchia todo o ambiente. Pela nossa experiência sabíamos que
ia melhorar, mas não seria muita coisa não. E não foi. Pouca gente, pouca mulher e muito gasto...
em resumo, uma bela de uma cagada. Duas da manhã, no zero a zero ainda quando
uma gatinha de Monte Alegre salva a minha noite.
Meu amigo Dudu, diferente de mim, não demorou. Mal
chegou à festa e levou olhares fatais de uma cadeirante perneta. Tudo começava
estranhamente normal para ele, que de inicio se animou, chamou algumas garotas
para dançar, tomou alguns pés na bunda, mas logo se arranjou. Já o japonês partiu
a ziguezaguear bebadamente pela praça de eventos. Cutucando sem dó nem piedade as
garotas da festa.
De repente
sumiu. Como um samurai quando utiliza suas bombas de fumaça, tipo naqueles
filmes do Bruce Lee. Da mesma forma reapareceu lá pras
4 da manhã. Tinha sido raptado por uma capivara e saiu em prevaricação discarada
pelas ruas de Glória.
Em sua volta, ele decidiu mostrar que não sabe brincar de se ferrar e resolveu acabar com brincadeira de todo mundo. Viu que estavam todos a reclamar de ter pago um ingresso tão caro pra entrar numa festa tão ruim e além de ter pago pra entrar resolveu pagar pra sair. O segurança ainda tentou alertar: - Mas senhor, seu ingresso já foi pago. De nada adiantou a ressalva.
O japonês argumentou na sua altivez alcoolica: - Eu não to querendo pagar pra entrar não. Essa festa ta tão ruim que eu quero entrar e pagar para sair. Assim , o jovem sergiponico o fez. Entrou, pagou outro ingresso, nos encontrou e fomos embora. De inicio não acreditei , já tinha visto de tudo nessa vida de festa, mas logo vi que é vivendo que a gente... se fode.
Em sua volta, ele decidiu mostrar que não sabe brincar de se ferrar e resolveu acabar com brincadeira de todo mundo. Viu que estavam todos a reclamar de ter pago um ingresso tão caro pra entrar numa festa tão ruim e além de ter pago pra entrar resolveu pagar pra sair. O segurança ainda tentou alertar: - Mas senhor, seu ingresso já foi pago. De nada adiantou a ressalva.
O japonês argumentou na sua altivez alcoolica: - Eu não to querendo pagar pra entrar não. Essa festa ta tão ruim que eu quero entrar e pagar para sair. Assim , o jovem sergiponico o fez. Entrou, pagou outro ingresso, nos encontrou e fomos embora. De inicio não acreditei , já tinha visto de tudo nessa vida de festa, mas logo vi que é vivendo que a gente... se fode.
