sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Todas as horas

 

 

O ponteiro anda sobre o tempo, a caminhar pelos intervalos , como pés em folhas secas:  o ruído é inevitável. A cada passo, continuo  ou descompasso, em estrada que não levam a lugar nenhum. Percorrendo círculos , não há começo ou fim.  E no acabar das horas, têm-se vida como mora, em cada ato ou desatino: Um só destino. Em cada anseio. Fim, principio e meio; e o insistir da inexatidão na ordem de todas as coisas, que um dia terão apenas existido, sem um lugar na memória, guardadas no vazio.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário