O tempo espalha folhas mortas pelos campos
Traz ao verde nódoas de marrom
Adentra por janelas entre silêncios e quase sons
Invade e se distancia
O Vento;
Percorrendo amplitudes
Entre sopros e calmaria
Por primaveras, entra outonos
A vida, em vicissitudes
Encerra e surge
Por sementes
E pétalas em abandonos
Que repousam no vazio como se em espera
Dos jardins sem donos
Onde se encerra o agora
Modificando cores
Revisitando horas
Transpondo o que não se altera
No desfolhar dos dias
Descolorindo
Repousa e silencia
Morre e nasce findo
Modificando cores
Revisitando horas
Transpondo o que não se altera
No desfolhar dos dias
Descolorindo
Repousa e silencia
Morre e nasce findo

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