Histórias de um bando de malucos que rodam por todo Sergipe e Estados vizinhos atrás de lá se sabe o quê.
domingo, 26 de maio de 2013
O fim sempre é um começo
As vezes ,enfim, o fim acontece. E nem sempre, então, é um querer ou sabe-se o momento que o precede. E assim, pouco a pouco não é mais soma, e sim distância ... Que já não mais significa algo a ser vencido. E aqueles "breves encontros seguidos de eternas despedidas" já não são tão mais efêmeros assim, quando nos deparamos com um verdadeiro adeus, que não é nem um pouco leniente com plurais.
Em algumas ruas do centro de Aracaju( Rua Maruim, Porto da Folha, Propriá, Pacatuba, Riachuelo, Simão Dias, etc.) um carro passa saudoso por lembranças que estes nomes trazem. Seu velho e valente motor, agora, ronca mitigado por vias estreitas, não é desafiado por ultrapassagens perigosas, curvas sinuosas ou longas distâncias.
Longe de seus pneus finda-se a estrada sob as luzes da escuridão de mais uma noite. Nas margens da pista, placas esperam um feixe de luz para indicar algum destino já demasiado conhecido. Ou meramente uma mensagem de " volte sempre". Mas "sempre" é palavra tão inexorável perto de formas que já começam a perecer.
Em algum lugar o palco está montando, tudo se transforma, imóveis os cenários se repetem, mas os velhos faróis já não iluminam caminhos antes percorridos, e se um dia esse roteiro de histórias e aventuras parecia infinito, agora todas ilusões parecem destroçadas pelo tempo a mostrar que reticências nada mais são do que três pontos finais...
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