Histórias de um bando de malucos que rodam por todo Sergipe e Estados vizinhos atrás de lá se sabe o quê.
domingo, 11 de março de 2012
Se não caga saí da moita
Neste final de semana fomos levados pelo Punto de nosso amigo Carlos para Moita Bonita, agradável cidade localizada na região do Polígono da seca sergipano. Ah! Quem dera que a seca que passei lá fosse de água.
Festa de aniversário da cidade. Fundada em 1957, Moita Bonita completou 55 anos de existência e lá estavamos nós afoitos para soprar velinhas , cantar é pique e comer o bolo. As atrações seriam Cheiro de Amor e Maimbê. Como grandes otários ficamos lamentando o vazio em que se encontrava a cidade. Ficamos bebendo num bar, esperando a festa começar. Já ameaçavamos ir embora quando escutamos o barulho do trio. A festa tinha começado a um bom tempo. É que era arrastão, o povo tava lá embaixo da cidade acompanhando o trio.
Mesmo com a grata surperesa com a ida da festa ao nosso encontro ,a sorte sorriu para poucos nesta noite. Engolidos pela massa de gente, ao som de Cheiro de Amor, Gabriel tratou logou de mostrar que não estava lá a passeio e pegou uma gatinha de Ribeiropolis, logo de Ribeiropolis, cidade que é uma fábrica de fazer mulher bonita. Ficamos assistindo a boa ventura do japonês de mãos vazias, mas ainda era cedo, tinhamos a noite toda a nossa espera e uma grande avenida a percorrer.
Caminhando, cantando e seguindo o trio elétrico Carlos encontrou uma conhecida de antigos carnavais, bota antigo nisso, a consorte dele tinha até o curioso apelido de ' Cara Veia', o motivo nem preciso explicar, tá na cara. Jogou âncora e lá atracou por toda noite. O grupo de caçadores se resumia agora apenas a mim, dudu e chico. Em sua mira, dudu teve grande uma oportunidade de... me fazer rir. Uma mamífera de aproximadamente umas 15 arrobas não resistiu ao charme dele e saiu em seu encalçe. Por sorte, saiu ileso. Não só moralmente como fisicamente, se ela manda um Ai se eu te pego, ia ser caco de Dudu até Itabi.
Enquanto ainda ria da cena, um minuto de silêncio. Uma morena sensacional passa em nossa frente. Dudu faz a cara de puta dele, sorri, coloca a língua pra fora , a puxa pelo braço e pimba. Fico estático, da mesma forma quando o flamengo leva um gol. Como dira José Silvério. Ele é cruel , muito cruel. Depois dessa, perdi até a piada da gordinha. Depois daquela morena, como ia poder mangar do cara. Acaba o show de Cheiro de Amor, e eu ainda tava sem sentir nem o rastro de mulher. O máximo que consegui foi o número de uma loirinha.
Fim de festa, saldo zero. Bola pra frente. O destino as vezes é cruel, muito cruel.
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Caro amigo Ivo Jeremias,
ResponderExcluirprimeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo texto e o humor com que vem mantendo o blog. Sinto-me lisonjeado por já ter colaborado e por fazer parte das pitorescas aventuras que aqui figuram. Mas desta feita, venho também fazer uma pequena correção: o autor do célebre bordão "ele é cruel, muito cruel" não é de autoria de José Silvério, e sim de Januário de Oliveira.
Novamente, Parabéns pela iniciativa de perpetuar parte das memórias de nossa juventude, ainda que deseje firmemente que minha possível futura esposa nunca leia este blog.
Forte abraço!
Gabriel Cardoso.